#2 - Março 2008 Voltar ao Índice
Ciência & Opinião
Cris Baluta é Diretora da Roadimex International Ltda - Consultoria Ambiental. É também Conselheira e Coordenadora de Meio Ambiente da Câmara Brasil-Alemanha-Curitiba.

- ARTIGO -
TENHA CONTROLE! "GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS"
SUA EMPRESA, SÓCIOS, DIRETORES, GERENTES, SUPERVISORES E COLABORADORES SÃO CO-RESPONSÁVEIS



Através de uma pesquisa feita pela Revista Exame: 57% dos consumidores buscam produtos fabricados ou comercializados por empresas que atuem dentro da sustentabilidade, o que podemos considerar já haver um grande impacto psicológico escolha de suas compras.

Também devido a Portaria nr. 28 de 11.09.2007 da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Curitiba-PR, na qual consta que a partir de 01.11.07 o Resíduo encaminhado para o Aterro da Caximba será passível de cobrança, sendo R$ 30,00/ton, observa-se um grande empenho de pequenos, médios e grandes Supermercados no sentido de se colocar em prática uma Gestão Ambiental, a fim de se tornarem gradativamente empresas sustentáveis nos quesitos Econômico- Social-Ambiental.

Em um primeiro momento é possível imaginar serem simples os procedimentos e atividades de controle de cada tipo de resíduo gerado dentro dos Supermercados, porém:

   • as diferentes composições físicas, químicas e biológicas;
   • as variações de volumes gerados em relação ao tempo trabalhado
   • a potencialidade de toxicidade e
   • os diversos pontos de geração em uma mesma unidade

demandam que os diversos Resíduos sejam individualmente

   • caracterizados
   • quantificados
   • tratados e/ou acondicionados adequadamente antes de sua disposição final ao meio ambiente.

Assim sendo, existe a necessidade de que o gerenciamento e o manuseio destes resíduos sejam bem planejados para que esses materiais sejam removidos e destinados de forma adequada, e por empresas especializadas neste segmento.

Contudo, nem todos os resíduos sólidos podem ser reciclados, exigindo que os supermercados se estruturem para evitar poluição/contaminação ambiental.

Por outro lado, a consolidação das leis ambientais e a participação da sociedade aumentaram a atuação e o rigor dos órgãos ambientais federal, estadual e municipal, obrigando que os supermercados modifiquem as interações com o Meio Ambiente, ou então, ampliem seu quadro jurídico para enfrentar possíveis demandas do direito ambiental, sejam elas no âmbito Administrativo, Civil ou Penal.

Para evitar esse tipo de situação, um expressivo número de supermercados já implantou, ou está implantando, atividades, a fim de se adequar às exigências legais.

Como complemento da estruturação e implantação deste Sistema de Controle de Resíduos Sólidos, devem ser também levados em consideração:

   • treinamento de funcionários;
   • realizações de auditorias ambientais;
   • implantação de programas e procedimentos para obtenção de certificados e

toda essa conscientização coletiva de funcionários, fornecedores, clientes e acionistas, deverá estar aliada de determinado avanço tecnológico, que colaborará para a correta ação da Gestão de Resíduos Sólidos.

Atendendo as necessidades de:

   • Inovação tecnológica;
   • Atendimento a Conformidades Legais;
   • Redução de custos;
   • Minimização na geração de resíduos e
   • Complemento às implementações dos sistemas de gestão existentes
   • Conscientização das pessoas sobre os problemas ambientais
   • Preservação e Conservação dos Recursos Naturais
   • Minimização de Multas e/ou Autuações
   • Redução de Desperdício
   • Ganho de Imagem
   • Diminuição do resíduo a ser depositado em aterro
   • Ganho Social e
   • Proposição de novos conceitos

Tem os Supermercados uma forma cabal de demonstrativo de ECOINDICADORES a Alta Direção, comprovando sempre que possível:

   • a prevenção da geração de resíduos;
   • a minimização dos resíduos gerados;
   • a reutilização, a reciclagem e a recuperação ambientalmente segura dos materiais ou de energia dos resíduos ou produtos descartados;
   • o tratamento ambientalmente seguro dos resíduos;
   • a disposição final ambientalmente segura dos resíduos remanescentes; e
   • a recuperação das áreas degradadas pela disposição inadequada dos resíduos.

Assim sendo, Ações Corretivas e Preventivas deverão ser aplicadas ininterruptamente, tendo como conseqüência principal o desenvolvimento de um trabalho ECOEFICIENTE, podendo assim disponibilizarem informações também aos Consumidores e Colaboradores demonstrando que o empreendimento é:

   • um Negocio comprometido com o Meio Ambiente;
   • Atende aos anseios dos consumidores = oferecimento dos serviços que agridem menos ao Meio Ambiente;
   • possui Percepção de vantagens em termos competitivos;
   • busca a Melhoria da imagem perante a sociedade;
   • procura Reduzir custo no processo produtivo/operacional;
   • Gera resultados Eco-eficientes.

Alertamos também para o fato de que os Supermercados devem se certificar de que estão trabalhando com empresas capacitadas para a execução de tal trabalho, pois ser co-responsável pelo transporte e destinação de resíduos não é uma tarefa simples como muitos dizem e pensam ser.

Finalizando, podemos afirmar que um investimento na área ambiental pode se tornar em um futuro muito breve “LUCRO PRESUMIDO”, pois hoje em dia até mesmo a renovação ou emissão do Alvará de Funcionamento tem sua aprovação sem a devida apresentação de determinados trabalhos e projetos ambientais, havendo inclusive a necessidade da comprovação da efetiva implantação dos mesmos.

A seriedade neste segmento nos poupa de inúmeros transtornos futuros!

Cris Baluta
Dezembro/2007
Contato Roadimex